As coisas têm sido fáceis nos últimos dias.
Ou nós estamos acostumados a seguir o fluxo?
Cada parada, cada curva, nos traz um pedacinho do mundo que nunca pensamos em conhecer. Através das janelas, das ruas e das risadas presenciamos histórias sendo construídas ou destruídas.
Vocês sabem quantas vidas temos em uma vida? Quanto tempo demora para conseguirmos seguir em frente? Deixar ir não é fácil, e mesmo assim é a decisão mais acertada entre todas.
O apego a uma rotina, os costumes, as lembranças, ficam todas gravadas em algum lugar. Adormecidas na sua falta de expectativa, inertes. Sem forças, não podem mais ser. Não são.
Voltam em cheiros, situações e músicas. São longínquas. Distantes como uma outra existência, quase sem relação com o presente…
O que aconteceu já faz tanto tempo agora. Toda uma vida mudou. Consegue ver alguma semelhança com o passado?
Parece que as decisões estão todas pré-fabricadas, não temos guardado muito tempo para pensar nas razões, nas motivações e na consequência. Estou fazendo porque quero, porque devo, porque acho que quero, ou porque acho que devo?
A confusão. Não queremos temer…
Alguma coisa ainda me impulsiona. Estou indo encontrar.


