Long road.

As coisas têm sido fáceis nos últimos dias.

Ou nós estamos acostumados a seguir o fluxo?

Cada parada, cada curva, nos traz um pedacinho do mundo que nunca pensamos em conhecer. Através das janelas,  das ruas e das risadas presenciamos histórias sendo construídas ou destruídas.

Vocês sabem quantas vidas temos em uma vida? Quanto tempo demora para conseguirmos seguir em frente? Deixar ir não é fácil, e mesmo assim é a decisão mais acertada entre todas.

O apego a uma rotina, os costumes, as lembranças, ficam todas gravadas em algum lugar. Adormecidas na sua falta de expectativa, inertes. Sem forças, não podem mais ser. Não são.

Voltam em cheiros, situações e músicas. São longínquas. Distantes como uma outra existência, quase sem relação com o presente…

O que aconteceu já faz tanto tempo agora. Toda uma vida mudou. Consegue ver alguma semelhança com o passado?

Parece que as decisões estão todas pré-fabricadas, não temos guardado muito tempo para pensar nas razões, nas motivações e na consequência. Estou fazendo porque quero, porque devo, porque acho que quero, ou porque acho que devo? 

A confusão. Não queremos temer…

Alguma coisa ainda me impulsiona. Estou indo encontrar.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Atos falhos – Gabito Nunes

Um dia, eu sei, você vai entender os meus motivos. E talvez eu os entenda também. Você estava meio etílica, mas sei que foi honesta, pelo menos na hora em que disse aqueles troços. Não sei o nome disso que estamos sentindo um pelo outro e também não me importa. Pode ser o ápice ou o precipício, e tudo bem. E também não sei se teremos habilidade para cultivar isso por três semanas ou por três décadas inteiras. Só sei que agora estou interessado em saber como será o próximo passo.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Usar alguém.

Admitir que usamos uns aos outros pode parecer egoísta, porém é nisso que a vida se baseia. Relações de troca existem para apontar por quanto tempo, coisas e pessoas nos são úteis. Ser útil nada mais é do que ser bom para determinada finalidade, seja ela duradoura ou passageira.
Essa mutualidade é necessária. Um deve servir ao outro de alguma forma desejável. Queremos proximidade com os que podem nos oferecer aquilo que buscamos… Alguns oferecem distração, outros carinho, segurança ou até meia dúzia de risadas. Sem grandes comprometimentos, sem grande desordem.
Usar sem culpa, receber e ser recíproco. Sem dor, sem fadiga, sem desconfiança. Casual, leve, instigante. Rápido, divertido, quase impessoal.
Essas artimanhas e possibilidades da vida, que nos ocupam e nos livram de excessos e dramas. É por tudo isso, por perceber que o mundo não pára de girar, que continuar vale a pena.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Despedida

Eu não sentia esse desprezo todo por você, como você pensa. Mas a partir de uma época, não sei exatamente, comecei a sentir um desprezo enorme de nós dois, como um casal. Eu amava você, mas rejeitava o esquema “nós”. Você sabe, casais felizes vivem ou de projeções ou de mentiras mútuas ou de condescendências, e não tínhamos uma coisa nem outra.

Quando vi, passei muito tempo sonhando com aquele cara que me apaixonei em princípio, e não enxerguei que estava convivendo com um protótipo, um fantasma, um resquício dele. Eu tinha uma ideia de amor não baseada na nossa realidade, e talvez tenha sido esse meu pecado. O seu foi apenas não me acompanhar, ter descido os pés no chão pouco após zarpar da viagem, não sei se me entende.

O caso é que passei tempos sendo generosa contigo. Generosa com os dias que você sufocava qualquer manifestação de romance, generosa nas vezes que você comentava do seu trabalho sem prazer nenhum, generosa quando você esquecia de bolar algo novo pra me tocar, generosa com suas décimas ligações no mesmo o dia, generosa te sugerindo formas de fazer as pazes comigo depois de alguma intempestividade, generosa com as vezes que você vinha da rua me trazendo nada, generosa com sua amargura.

Eu consertava tudo, e você só fazia deixar o mundo de ponta-cabeça. Então decidi que chegara a hora de atroz. Demorei, mas descobri que podia ser cruel, muito cruel. Simplesmente me vi exausta de tentar camuflar minhas expectativas. Ao mesmo tempo que odiei nós, desenvolvi um amor oceânico por todas essas emoções e sentimentos que nunca imaginei que poderia ter de volta. Me apeguei a isso. E foi aí que tudo que você achava saber sobre mim tropeçou e caiu feio.

Uma vez ameacei ir embora e tudo que você foi capaz de me dizer foi um “pode ir!” cheio de desprezo. E quer saber? Eu fui. O que eu queria? Apenas converter aquele “pode ir!” idiota, sabe? Eu testei você, e você caiu, trouxa. Medroso, covarde, cagão, não foi homem pra me procurar. Vai ver é por isso que resolvi tomar a iniciativa, como sempre. Para ao menos fingir que tivemos uma despedida.

http://www.gabitonunes.com.br/2011/07/despedida.html#more

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Olá!

Since you’ve gone I’ve lost that chip on my shoulder
Since you’ve gone I feel like I’ve gotten older
Now you’re gone it’s as if the whole wide world is my stage
Now you’re gone it’s like I’ve been let out of my cage.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário